De acordo com o e-commerce Brasil, as pequenas empresas responderam por 96% das falências decretadas em 2018. Ao mesmo tempo, segundo o SEBRAE, aproximadamente 25% das pequenas empresas fecharam as portas antes de completarem 2 anos de existência. Acredita-se que o problema está na falta de um setor financeiro bem estruturado.

Segundo o Sebrae, 9 a cada 10 gestores reclamam da falta de lucros e dos elevados impostos que pagam. Além disso, muitas empresas enfrentam dificuldades para pagar suas contas no prazo certo e, por isso, elas acabam pagando juros. Isso acarreta perda de dinheiro, uma vez que a empresa tem gastos desnecessários.

Ademais, o pró-labore muitas vezes é retirado de forma errada. Muitos gestores financeiros que também são proprietários do próprio negócio, confundem os gastos da empresa e os gastos pessoais, retirando assim, um valor maior. Isso gera transtornos para a empresa, que em um futuro próximo poderá ter dificuldades para pagar as suas obrigações.

Muitos empresários são vítimas de furto e nem percebem, pois não fazem o devido controle. A longo prazo, as pequenas retiradas indevidas podem, até mesmo, falir a empresa. Isso ocorre em virtude da falta de um controle diário de caixa, ferramenta essencial no setor financeiro.

Muitas entidades não conseguem manter suas obrigações em dia pois não fazem uma reserva de capital, então, em momentos que o faturamento é menor, elas não possuem caixa para cobrir as despesas. Esse atraso, como dito anteriormente, acarreta perda de dinheiro. Sabe-se que na administração financeira, existe uma ferramenta capaz de evitar que isso ocorra.

Outro problema comum é a cobrança excessiva dos bancos. Você já foi conferir o seu saldo bancário e viu que ele estava abaixo do que você calculava? Isso ocorre em virtude das tarifas cobradas, que muitas vezes não são plenamente conhecidas pelo gestor financeiro, e isso deve ser analisado.

Você já deixou de pagar uma conta que prejudicou o funcionamento da sua empresa? Existem situações em que não é possível pagar todos os fornecedores em virtude da falta de um controle de gastos. Por isso é importante ter todas as despesas anotadas em planilhas de gastos mensais para que seja possível analisá-las e cortar aquelas que forem desnecessárias.

Você já fez um investimento e não teve dinheiro para pagá-lo depois de um tempo? É muito comum que a entidade compre algo e não consiga pagar. Isso ocorre devido a falta de projeção de entradas e saídas dos próximos meses, e por isso o gestor financeiro não analisa os compromissos futuros e acaba assumindo contas que não consegue honrar.

É recorrente que pequenas empresas determinem metas inalcançáveis. Grande parte das vezes, a falta de um planejamento no setor financeiro é a causa disso. Diante do exposto, faz-se necessário uma estruturação da administração financeira da entidade.

Pode-se concluir, levando em consideração os pontos discutidos acima, que para uma boa gestão do setor financeiro, esses pontos devem estar devidamente estabelecidos. Saber sobre os números da sua empresa e fazer as devidas análises pode evitar diversos contratempos.

Atualmente, o Brasil possui 6,4 milhões de estabelecimentos e aproximadamente 99% são micro e pequenas empresas. Segundo dados do SEBRAE, 7% dessas empresas fecham suas portas com menos de um ano de atuação por falta de lucro, 20% encerram o negócio por falta de capital e quase 50% não sabem se têm lucro ou prejuízo. Diante desses dados, concluímos que a falta de uma gestão de custos adequada é indispensável, sendo a ausência dela a principal razão de fechamento dessas empresas.

Você tem controle de todas as despesas fixas, custos fixos e varáveis de sua empresa? Ou até mesmo sabe quais são as consequências que a falta da gestão de custos pode gerar para o seu negócio?

Grande parte das micro e pequenas empresas começa a crescer muito rápido, e é muito comum que os gestores não consigam mensurar os custos e despesas reais do seu processo ou produto. Para que você tenha um planejamento e controle correto das finanças, a contabilidade de custos é muito importante, pois através dela você é capaz de analisar os resultados e tomar uma decisão mais assertiva sobre quais custos são realmente necessários para a sua produção, podendo assim intervir antes de que a situação se agrave.

A maioria dos empreendedores não tem uma gestão de custos adequada, e isso pode gerar diversas consequências negativas para a empresa. Inicialmente, a má contabilidade de custos faz com que o empresário fique dependente de terceiros, e assim não consiga saber ao certo a situação de sua empresa, sendo incapaz de fazer mudanças ou até mesmo prevenir situações conturbadas. Outro ponto crucial é quando você possui uma visão incorreta das suas finanças, você não conseguirá atingir a verdadeira margem de lucro do seu negócio, podendo até fechar as portas por ter realizado uma má gestão dos custos.

Levando em consideração todos os pontos discutidos, conclui-se que é de extrema importância ter um domínio sobre os custos da empresa, e este está diretamente relacionado com a sobrevivência e sucesso do seu negócio no mercado. A melhor solução para controlar essas oscilações de despesas é ter uma gestão de custos.

Você conhece seu público? Quer atrair novos clientes? Sabe as oportunidades para sua empresa? Quais os pontos fortes dos seus concorrentes? Quais são os meus concorrentes? Essas perguntas demonstram a importância e necessidade de uma pesquisa de mercado. A tomada de decisão sem saber as respostas dessas perguntas pode ser algo difícil e arriscado.

A pesquisa de mercado é uma maneira de descobrir tendências, avaliar a posição da marca dentro do mercado e seus produtos. Com a avaliação dos clientes consegue-se identificar o público alvo, o que faz com que analisem o possível sucesso de novos produtos no mercado como dito pelo SEBRAE. Durante a pesquisa de mercado há levantamentos de dados sobre os clientes do estabelecimento, os não clientes (possíveis consumidores) e análise dos concorrentes, com essas análises consegue-se aumentar as vendas, pois há um conhecimento melhor do público e das oportunidades.

Na etapa de pesquisa dos clientes é feito um questionário para conseguir insumos das percepções dos clientes sobre o estabelecimento, conseguindo assim, informações sobre como o serviço prestado é avaliado pelos consumidores e possíveis melhorias para os clientes permanecerem mais fiéis ao seu negócio - e até saber como atrair novos clientes. Na pesquisa de não clientes há um levantamento relacionado à imagem da empresa fora de seus domínios sabendo como ela é vista pelas pessoas dentro da sua área de atuação. Nessa fase observa-se as oportunidades e ameaças, pois há uma avaliação de seus concorrentes pelos consumidores. Na etapa de pesquisa dos concorrentes pode-se observar como os pontos citados, tanto pelos clientes como pelos não clientes, são feitos ou realizados, podendo determinar quais oportunidades de melhoria e como atuar em cima delas.

A pesquisa de mercado interna é feita com perguntas objetivas quantificando as características do ambiente interno, assim fazendo uma matriz SWOT - demonstrando as forças (Strengths), fraquezas (Weaknesses), ameaças (Threats) e oportunidades (Opportunities). Essa representação é muito importante, uma vez que facilita o entendimento para tomar decisões com maior assertividade e encaixar com o planejamento da empresa.

A pesquisa com não clientes tem por objetivo levantar possíveis tendências e interesse de clientes em produtos ou serviços do ramo. Essa é uma fase de grande importância para o entendimento do ramo em que o estabelecimento está inserido. Há observação de pontos em que o mercado está oferecendo um serviço ou produto com maior qualidade e em quais o mercado está devendo. A pesquisa no âmbito de concorrentes tem por finalidade observar os pontos fortes e pontos a serem explorados pelo cliente, portanto é na ultima fase onde há comparação entre as informações obtidas tanto internamente quanto com os possíveis consumidores do estabelecimento.