De acordo com dados do SEBRAE, aproximadamente 70% das micro e pequenas empresas do Brasil fecham suas portas com menos de cinco anos de funcionamento, sendo grande parte deste número ligado à má administração financeira da empresa. A falta do domínio das finanças e a falta de orçamento, ou planejamento, adequados são algumas das principais causas.

Para o administrador da pequena empresa, que não possui uma grande linha de crédito ou poder de barganha com seus fornecedores, é essencial sempre ter o controle de tudo que acontece em seus domínios para não cair nas armadilhas citadas.

O ‘inimigo número 1’ do pequeno empresário é o desconhecimento acerca de seus custos, despesas e seu faturamento. Para a resolução deste problema, o primeiro passo se dá pelo controle de todas a entradas e saídas no caixa da empresa, que pode ser feito por meio de planilhas de Excel ou de algum outro software de gestão.

Com o controle financeiro sendo realizado a administração da empresa já pode ser feita de forma mais previsível, já que existe um domínio sob as finanças. Mas, apenas este controle não é suficiente para o desenvolvimento do comércio.

Outro passo que pode ser tomado, então, é identificar a lucratividade e a participação dos produtos no faturamento. Dados que são obtidos através dos relatórios gerenciais, oriundos do controle financeiro, podem dar um direcionamento ao administrador a respeito de seu portfólio e ajudam a entender de onde vem a receita da empresa.

Com as supracitadas informações em mãos, o administrador, para impulsionar ainda mais seu potencial, deve fazer um planejamento financeiro. Com este orçamento, contendo previsões a respeito das receitas (prováveis) e as despesas (tanto as fixas quanto as variáveis), é possível ter mais segurança para o futuro e, também, pode apresentar novas oportunidades, antes ‘invisíveis’.